No Brasil, os números relacionados ao consumo de entorpecentes, infelizmente, não são os melhores e indicam resultados assustadores. Além dessa triste realidade, outro grande problema a ser combatido é falta de informação. Muitas famílias, que enfrentam isso com algum parente, desconhecem as formas de tratamentos para dependência química adequados, capazes de reinserir, de fato, o dependente ao convívio social.

Se você passa por uma situação semelhante e quer salvar a vida de alguma pessoa querida, entenda que o primeiro passo para ajudar é ter informação e entender que a dependência química é uma doença sem cura, mas totalmente possível de ser tratada. Para isso, separamos algumas importantíssimas abaixo. Vamos conferir?

Conheça algumas das drogas mais consumidas no Brasil

Aqui, trouxemos alguns exemplos das substâncias mais consumidas no Brasil, seja de forma lícita, seja de forma ilícita. Todas elas apresentam seus graus de riscos e, sem exceção, podem causar a dependência química ao usuário. Confira a lista e se informe melhor.

Álcool

É a principal droga licita utilizada no Brasil e pode levar à arritmias cardíacas (principalmente a fibrilação atrial). O álcool é também a segunda principal droga responsável por mortes relacionadas ao uso de substâncias (perdendo apenas para o tabaco).

Sua venda autorizada e a falta de fiscalização são dois facilitadores para jovens iniciarem o seu consumo de forma recreativa, mas que pode se tornar perigosa.

Outro fator preocupante é a mistura do álcool com remédios, que podem causar efeitos devastadores ao organismo e, em alguns casos, potencializar os riscos para a saúde.

Os efeitos da mistura entre essas duas substâncias podem variar de acordo com o tipo de medicamento ingerido, o teor alcoólico presente no organismo e a sensibilidade de cada indivíduo. Porém, ao misturar álcool e remédio podemos esperar por reações como:

  • perda do efeito do medicamento;
  • aumento do efeito medicamento;
  • aumento dos efeitos do álcool;
  • dor de cabeça;
  • vômitos;
  • queda da pressão;
  • hemorragia estomacal;
  • sonolência;
  • lapsos ou perda de memória;
  • comprometimento da coordenação motora;
  • parada respiratória;
  • dor de estômago;
  • hepatite medicamentosa;
  • hipoglicemia;
  • úlcera gástrica;
  • coma;
  • intoxicação;
  • arritmia cardíaca;
  • tonturas;
  • desmaios.

Como é possível perceber, a lista de efeitos colaterais é extensa, mas pode ficar ainda maior. Por isso, misturar álcool e remédios não é uma boa opção.

Lança-perfume

É um entorpecente comercializado principalmente nas festividades do Carnaval. Ao ser aspirado pela boca, libera adrenalina no organismo que causa aceleração cardíaca, desinibição, perturbações auditivas e visuais.

Como tem efeito rápido, a aspiração repetida eleva os prejuízos neurológicos e cardiovasculares, podendo levar à parada respiratória e morte.

LSD

Também denominado ácido ou doce, o LSD é obtido a partir do ácido lisérgico e produzido na forma de cristais que são convertidos em líquido, papel (a forma mais comum), cápsulas ou quadrados de gelatina.

Seus efeitos podem durar até 12 horas e envolvem distorção de padrão de imagens, visualização de cores mais intensamente e alucinações.

Crystal

É um estimulante também conhecido por outras denominações, como meth, metanfetamina, MD, Tina, entre outros. Vendido em forma de cristais brancos, incolores, ou açúcar, a droga pode ser fumada, cheirada ou injetada.

Eleva a energia (por isso, é usado em festas e para aumentar o desempenho sexual), a confiança, a impulsividade, reduz a fome, eleva a temperatura corporal e pode causar ataques cardíacos, derrames, coma e até a morte.

Maconha

maconha é outro tipo de droga muito consumido no mundo inteiro. No Brasil, apesar proibida, seu acesso é muito fácil, inclusive, podendo ser adquirida em portas de escolas, por exemplo.

Trata-se de uma planta chamada Cannabis Sativa e seus efeitos são perda de reflexos, olhos avermelhados, falta de atenção e fadiga. Mesmo sendo considerada uma droga leve, dentre as ilícitas, a maconha causa dependência e tem a possibilidade de ser tratada, como qualquer outra.

Tabaco

Em todo o mundo, o tabagismo mata mais de 7 milhões de pessoas, por ano. Esse número assustador assola também o nosso país e diversas famílias que lutam contra um dos vícios mais difíceis de serem combatidos.

Também na lista de drogas licitas, o tabaco é facilmente encontrado em qualquer esquina e esse acesso facilitado, muitas vezes, permite que jovens iniciem o consumo muito precocemente.

Cogumelos alucinógenos

Outro grande perigo para os jovens são os famosos cogumelos alucinógenos. Consumidos de forma recreativa, principalmente em festas, os usuários preparam uma espécie de chá e, ao ser ingerido, os efeitos chegam a durar mais de 8 horas.

Dependendo das quantidades, algumas sequelas podem perdurar para a vida toda, no cérebro. Seus principais efeitos são alucinações, espasmos e perda de consciência.

GHB

O ácido hidroxibutirato é vendido na forma líquida e comumente associado ao álcool.
Os efeitos podem durar até cinco horas e envolvem sensações de euforia, sedação, reduz a inibição e pode levar à perda de visão periférica, inconsciência, perda de memória e amnésia.

Special K

Essa substância é também conhecida como cetamina ou quetamina.
É uma droga de uso recreativo e produz sensações de entorpecimento, dormência, vertigem, efeito hipnótico (com movimentos robóticos), aumento da sociabilidade e das sensações eróticas.

O Special K aumenta a agressividade, prejudica a memória a curto prazo e pode levar à parada cardíaca.

LSD

O LSD é uma droga comumente utilizada em festas por adolescentes e jovens, que também pode ser chamada de doce ou ácido. A substância é considerada uma droga sintética, ou seja, fabricada em laboratório. Não tem sabor, cor ou odor e seu consumo é feito pelas vias orais.

Como qualquer droga, os efeitos do LSD podem ser devastadores, provocando sensações psíquicas e físicas muito típicas. É preciso pouca quantidade da droga para que os efeitos sejam notados: o consumo de 20 a 50 microgramas, em média, já é suficiente para causar alterações no funcionamento cerebral.

Ecstasy

O Ecstasy é uma droga sintética, tendo como princípio ativo uma substância conhecida como metilenodioximetanfetamina. Como é fabricado em laboratório, a composição desses ativos acontece em capsulas de comprimidos ou em pó, tendo efeito alucinógeno em muitas vezes.

Crack

Diferentemente da cocaína, que demora de 8 a 10 minutos para chegar ao sistema nervoso central, a fumaça causada pela queima das pedras de crack leva, no máximo, 10 segundos para ser absorvida.

Além disso, a duração dos efeitos é de apenas 10 minutos, o que leva a pessoa a consumir uma nova dose rapidamente. Esse é um dos principais motivos que levam à dependência da droga.

Como consequência, a pessoa passa a apresentar alguns sinais, sendo que a falta de apetite é um deles. Isso leva a uma redução brusca e violenta de peso.

Mas as consequências não ficam apenas nisso. A dependência vem acompanhada de uma angústia contínua, capaz de despertar um estado de depressão na pessoa. A popular “fissura”, que é o desejo por uma dose da droga, também não dá descanso.

Condições igualmente sérias podem acontecer, também, com o uso prolongado de crack, como doenças mentais, problemas respiratórios, infartos e até mesmo derrames.

Cocaína

A cocaína é uma substância psicotrópica que tem ação estimulante sobre o sistema nervoso central. Ao utilizar essa droga, as pessoas, inicialmente, experimentam uma profunda sensação de euforia, com aumento da autoconfiança e da potência física e intelectual. Posteriormente às manifestações eufóricas, surgem sensações de ansiedade e depressão. Além desses sintomas, também é comum a ocorrência de fortes alucinações.

Essa droga ilícita pode ser utilizada de três formas, as quais têm influências distintas sobre os efeitos percebidos pelos usuários. Ao ser fumada ou injetada, a cocaína chega mais rapidamente ao cérebro e, como consequência, a velocidade de ocorrência dos efeitos é mais alta.

Por outro lado, a forma mais comum de consumo é pela inalação do pó. Seus riscos à saúde são incalculáveis, afinal, dessa forma, a substância se espalha pela via respiratória e sanguínea.

Anfetamina

As anfetaminas são substâncias sintéticas, geralmente consumidas por meio de comprimidos. Por afetar o cérebro e o sistema nervoso, seus riscos podem promover quadros de infartos, convulsões e perda total de percepções.

Essa mesma droga, muitas vezes, é utilizada para tratamentos terapêuticos e vendida em farmácias comuns. No entanto, esses casos são acompanhados por profissionais para fins medicinais. O grande perigo está no uso recreativo do entorpecente, usado em sua grande maioria, por jovens em festas.

Sem dúvidas, uma triste realidade de uma juventude sem consciência dos graves riscos que isso pode acarretar.

Solventes

Os solventes ou inalantes são outra perigosa droga de fácil acesso no Brasil. Sua composição química serve para trabalhos como obras, pinturas e colas. Ou seja, diversos desses produtos podem ser encontrados nas prateleiras de lojas de construção, por exemplo. Seus efeitos são alucinógenos e devastadores para o organismo humano.

Infelizmente, é muito utilizado por jovens de rua, mas também podem ser consumidos, como uma espécie de diversão perigosa, entre adolescentes e, até mesmo crianças, independentemente da classe social.

Entenda a importância do tratamento das drogas em uma clínica de recuperação

A dependência química tem o potencial de devastar uma pessoa, assim como seu núcleo familiar. Infelizmente, essa é uma realidade que aflige milhares de indivíduos no país. Como muitos sabem, o vício pode ser o desencadeador de uma série de acometimentos graves à vida da pessoa, como problemas de relacionamentos sociais, perda de emprego, além de colocar em jogo a sua dignidade e o seu respeito.

Por isso, o papel dos familiares é fundamental no processo de identificar o problema da dependência, pois é por meio deles que devem partir as tentativas iniciais de ajudar o ente querido acometido pela doença. Porém, muitas vezes, por medo, preconceito ou acomodação, algumas famílias podem demorar para tomar atitudes sérias em relação a esse problema.

Você sabe qual é o momento mais indicado para buscar uma internação de um dependente químico? Listamos abaixo algumas dicas que podem ajudar.

Identificando os sinais de alerta

Caso a família suspeite que um de seus integrantes está caindo nas armadilhas da dependência química, alguns sinais de alerta merecem atenção.

Os entes mais próximos serão capazes de averiguar como a droga está afetando a rotina e a saúde mental de seu familiar e alguns fatores podem demonstrar que a situação já está em um patamar mais sério, como:

  • o indivíduo apresenta dificuldades de se manter no emprego ou faculdade e não tem mais o mesmo nível de atenção e comprometimento;
  • surtos de agressividade, ausência e paranoia se tornam comuns e afetam ativamente o relacionamento da pessoa com seu cônjuge, pais e filhos;
  • toda a rotina da pessoa se resume a atividades que facilitem a busca e o acesso à droga de escolha. De maneira inversa, compromissos e atividades sociais em que o uso do químico fica dificultado são veementemente evitados pelo indivíduo;
  • a pessoa já não tem mais o mesmo nível de atenção, raciocínio e adaptabilidade aos problemas e demandas comuns de seu dia a dia. Tudo se torna uma desculpa para o uso indiscriminado da droga em questão;
  • se torna extremamente manipuladora e inventa mil mentiras para disfarçar seus comportamentos e atitudes. Começa a cometer pequenos roubos dentro de casa, e passa dias fora dela.

​Caso o indivíduo em questão esteja ativamente demonstrando um ou mais dos sinais acima, ele provavelmente já se encontra em um patamar em que o auxílio profissional é extremamente recomendável, necessário e a chance de uma resolução espontânea do problema é quase zero.

Entretanto, muitas famílias tornam-se resistentes a tomar uma atitude mais agressiva com relação ao quadro, por medo das grandes mudanças e responsabilidades que essa doença acarreta ou devido à apreensão de serem vistos com desconfiança por amigos de sua comunidade.

Nesse caso, é comum que os entes do dependente despejem suas frustrações no doente e exijam dele coisas que ele simplesmente não consegue cumprir, piorando ainda mais o quadro da pessoa. Nesse momento, a família deve formar uma base compreensiva e acolhedora para o dependente químico e, junto a ele, deve tentar seguir um caminho positivo, em que o bem-estar do doente é realmente levado em conta.

Tomando o passo definitivo: a internação.

Com a saúde de seu ente querido em mente e esperançosos quanto ao tratamento, a família deve, então, buscar serviços e profissionais que ajudarão o dependente químico.

Em casos mais graves, a internação involuntária, ou seja, aquela em que o dependente é internado contra sua vontade, pode ser a única solução viável para esse terrível quadro. Esse tipo de internação é prevista por lei e pode ser uma opção extremamente benéfica para o doente que se encontra além de suas capacidades mentais normais.

Enfim, as clínicas de reabilitação para dependentes químicos são o caminho mais indicado para o tratamento das drogas. Em geral, são equipadas com instalações que proporcionam conforto, segurança e acolhimento ao paciente, além de contarem com profissionais de várias áreas (psiquiatras, psicólogos, terapeutas, enfermeiros, entre outros).

Gostou do post? Se você precisa de ajuda para a reabilitação de algum parente querido, saiba que tem a possibilidade de salvar quem você mais ama. Entre em contato conosco e se informe melhor sobre os possíveis tipos de tratamentos indicados. Podemos ajudar!

Somos especializados no encaminhamento e tratamento de usuários de álcool e drogas.

Duvidas:
(11)2088-1909
(11)97522-6386 VIVO WHATSAPP
(11)95997-7546 TIM
(11)99199-2029 CLARO
(11)96230-9281 OI
(11)94262-3311 NEXTEL

Site Oficial: www.viversemdroga.com.br