Sintomas de síndrome de abstinência: aprenda a identificá-los

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Os problemas de quem é usuário de drogas não estão apenas no uso da substância química. Quem acompanha pessoas em tratamento de recuperação precisa estar atento aos sintomas de síndrome de abstinência.

Isso mesmo: a falta da droga pode desencadear efeitos comportamentais, físicos e psicológicos perturbadores no usuário. Por isso, é muito importante saber identificar quando a crise acontece.

Veja neste post informações relevantes para você saber o que é e como reconhecer quando o paciente está passando por um quadro de abstinência. Continue a leitura!

O que é síndrome de abstinência?

Síndrome de abstinência é a soma de sintomas e sensações ocasionados pela falta da substância química durante períodos sem o seu uso. Por isso, é normal que atinja usuários de drogas em processos de recuperação.

Sim. Infelizmente, é bastante comum. E quem acompanha casos de pessoas com dependência química precisa saber que as alterações não são propositais. Elas desencadeiam no organismo efeitos que não são fáceis de serem controlados.

Existem duas classificações para a síndrome de abstinência:

  • SAA — síndrome de abstinência aguda: acontece no período mais recente da abstenção, durante os primeiros dias sem a substância que causa dependência;
  • SAD — síndrome de abstinência demorada: ocorre em intervalos de tempo e enquanto o paciente não está mais sob os efeitos da droga. A SAD é frequente em pessoas que estão no processo de tratamento, e pode aparecer em lapsos de dias, meses e até anos, por mais que o paciente não use mais a substância.

Por isso, conhecer o diagnóstico e os sintomas da síndrome de abstinência é fundamental para o processo de recuperação.

Como identificar a crise de abstinência?

Geralmente, o corpo do usuário “fala” em situações de abstinência. O comportamento também sofre com os efeitos da privação da droga e algumas atitudes diferentes podem ser percebidas. Sem contar os sintomas psicológicos, que são mais difíceis de serem identificados por quem está perto do indivíduo.

Mal-estar, convulsões e sofrimento mental são alguns dos efeitos frequentes. Veja abaixo outros sintomas, além de entender como o diagnóstico da síndrome de abstinência deve ser feito.

Sintomas físicos

Os sinais e sintomas percebidos no corpo são muitos, e acontecem dependendo da intensidade da crise. A abstinência pode causar no paciente desde um suor excessivo até convulsões. Também é comum que a intensidade aumente conforme o tempo sem a substância química.

Veja a lista de sintomas corporais mais corriqueiros:

  • dores no corpo;
  • pupilas dilatadas;
  • náuseas e vômitos;
  • taquicardia;
  • sudorese;
  • tremores;
  • diarreia;
  • febre;
  • convulsão;
  • hipertensão.

Sintomas comportamentais

Quem convive com pessoas em abstinência pode ajudar a identificar a síndrome, principalmente pelo comportamento do paciente. Alguns efeitos que acontecem no organismo são capazes de mudar a forma como a pessoa costuma agir, de interferir no seu temperamento e atitudes. Alguns deles são:

  • ansiedade;
  • irritabilidade;
  • oscilações de humor;
  • agitação;
  • insônia;
  • falta de racionalidade.

Sintomas psicológicos

A perturbação psicológica do paciente durante a síndrome de abstinência é algo que tem grande impacto em sua saúde mental. Os efeitos sofridos podem ser muitos e, na maior parte dos casos, é recomendado auxílio médico para que sejam controlados.

As construções da mente e tudo o que gira em torno do psicológico são alicerces do indivíduo. É essencial que sejam restabelecidos para que o tratamento contra a dependência tenha resultado.

Confira alguns dos sintomas psicológicos mais frequentes:

  • confusão mental;
  • depressão;
  • ataques de pânico;
  • alucinações.

Quais são os tratamentos adequados para a crise de abstinência?

Quando os sintomas da síndrome de abstinência aparecem é muito importante que seja diagnosticada para buscar o tratamento adequado.

Diagnóstico

O primeiro passo diante dos sinais é contar com ajuda profissional. Buscar por médicos, técnicos e especialistas pode ser uma decisão difícil para o usuário, mas é essencial para que a dependência química seja tratada.

Médicos psiquiatras, neurologistas e psicólogos são os mais indicados para diagnosticar o usuário, assim como clínicas especializadas, que costumam oferecer esses e outros serviços nos cuidados com o paciente.

Vale ressaltar que é muito importante levar ao conhecimento do profissional o histórico médico do usuário e os sintomas que ele apresenta. O paciente deve, preferencialmente, estar acompanhado durante a consulta de diagnóstico. Com exames médicos, físicos e avaliações psicológicas é possível diagnosticar a síndrome e identificar sua intensidade.

Com o diagnóstico realizado, a próxima etapa é fazer o tratamento conforme as orientações médicas apontadas. Para isso, existem alguns meios e processos que auxiliam o paciente a controlar os sintomas e sinais da síndrome.

Tratamentos

As formas de tratar a abstinência podem ser aplicadas de forma isolada — sendo indicado apenas um método pelo médico —, mas, geralmente, são complementares e adequadas de acordo com a intensidade apontada pelo profissional. Veja quais são os principais tratamentos para a situação.

Medicamentos

No grupo de medicamentos receitados estão sedativos, antidepressivos e ansiolíticos. Importante lembrar que a medicação, assim como a sua dosagem, deve ser indicada por um médico capacitado para o tratamento.

Acompanhamento psicológico

Além dos cuidados médicos, a presença de um psicólogo durante o tratamento de abstinência é fundamental. Como já foi citado neste post, trabalhar para que a mente de quem sofre com a síndrome seja saudável faz parte do sucesso do tratamento.

Especialistas

Outros médicos especialistas, terapeutas e profissionais da saúde podem ser incluídos no tratamento para conter os sintomas da falta da substância química, já que seus efeitos podem repercutir em outros problemas, como a perda de peso, que necessita do acompanhamento de um nutricionista.

Clínicas especializadas

As clínicas que tem como especialidade o atendimento a usuários de droga costumam contar com tratamentos para abstinência. Um ponto interessante é que alguns locais trabalham fortemente com ações preventivas para evitar os sintomas da síndrome.

Se você identificou algum dos sintomas de síndrome de abstinência apresentados neste post, não esqueça: procure orientação profissional. Para quem precisa de tratamento é complicado dar o primeiro passo, mas é também muito importante.

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