Quando um ente querido faz uso de drogas, toda a família se vê imersa em preocupação e angústia. Aos poucos, pais, irmãos e demais pessoas próximas unem-se para livrar a pessoa do vício e se apoiam nas intervenções familiares como o primeiro passo para a recuperação da dependência química.

Não se trata de um caminho fácil. Toda a estrutura familiar é abalada quando um de seus elos se torna mais frágil. E apesar da complexidade da situação, a família deve assumir seu importante papel nesse processo de recuperação.

No entanto, é preciso compreender que o suporte familiar e o diálogo franco são mais efetivos quando aliados a um bom tratamento profissional. Por esse motivo, vamos abordar neste texto como você deve agir e intervir nessa situação. Acompanhe!

Por que o apoio dos familiares é tão importante?

amparo da família é fundamental durante o processo de recuperação do dependente químico. Quando as pessoas próximas demonstram compreensão e disposição em ajudá-lo a vencer esse desafio, ele encontra uma razão para seguir em frente. Afinal, ele se dá conta de que vale a pena lutar por aqueles que não desistiram dele! A família passa, mais do que nunca, a ser sustentáculo emocional, fonte de força e motivação.

Em muitos casos, o dependente chega a um estágio de desistência de si mesmo. Não enxerga mais motivos para se levantar da inércia que se criou ao seu redor. Não consegue mais visualizar uma porta de saída do labirinto obscuro em que se perdeu. Nesse cenário, os familiares podem reacender uma luz, ainda que seja branda, para mostrar que ele não está sozinho e que é possível emergir e voltar a encontrar sentido na vida.

Contudo, não basta estar presente. É importante ter cuidado com a abordagem utilizada e com a forma de demonstrar apoio. Tecer críticas e julgamentos e apontar para o “caminho certo” — com receitas prontas e sermões —, não é a melhor maneira de motivar alguém a enfrentar uma batalha tão complexa quanto essa. Da mesma forma, o excesso de condescendência e superproteção também não tem efeito positivo.

Tanto a postura repreensiva quanto o posicionamento demasiadamente permissivo por parte da família podem levar o dependente a uma recaída. Portanto, os familiares devem encontrar um caminho seguro para atravessar esse campo minado, o que pode ser feito com tolerância e compreensão, mas também com firmeza e perseverança.

Como a família deve dialogar com o dependente?

Essa é uma etapa complexa e que os familiares desejam nunca enfrentar, pois significa encarar a realidade e lidar com a situação que, muitas vezes, eles se negaram a aceitar. Em momentos como esse é difícil manter a calma, especialmente quando a frustração e a sensação de impotência são latentes.

Por isso, é importante tomar cuidado com posturas de julgamento e com a figura do autoritarismo, porque essa atitude apenas servirá para coagir o dependente e fazê-lo negar ou minimizar o problema. Tenha em mente a importância de se conectar com ele sem broncas, ameaças ou atitudes que provoquem o seu isolamento e distanciamento.

Faça do diálogo um constante sinal de amor e respeito para poder ouvir o que o indivíduo tem a dizer e, assim, conversar de maneira franca e honesta sobre as consequências dos seus atos e o que pode acontecer caso ele não busque a recuperação. Nessa hora, o vínculo deve ser fortalecido com empatia. Esse é o primeiro passo para ajudá-lo a buscar o processo terapêutico adequado.

Qual é o papel das intervenções familiares no processo terapêutico?

Quando a família se une e procura por um atendimento especializado para um ente querido, evita-se a codependência, o que impede que comportamentos compulsivos e alienantes se manifestem. Além disso, ter os parentes envolvidos no tratamento do dependente é essencial para que ele perceba que as drogas estão prejudicando sua vida — e para que possa sanar os problemas que o levaram a buscá-las.

O início do processo de recuperação é o momento mais delicado. É nesse estágio que os sintomas da abstinência estão mais acentuados, assim como a resistência à ajuda e ao tratamento. Por isso, é fundamental a intervenção familiar e a sua presença ao lado da equipe médica e do acompanhamento terapêutico.

As pessoas que mais convivem com o dependente, além de atuarem como fonte de apoio e incentivo, também podem auxiliar a equipe profissional ao longo do tratamento. Isso é feito no sentido de relatar importantes informações que contribuam para o diagnóstico e prognóstico corretos do caso.

Para que os familiares consigam intervir de forma efetiva, eles também precisam receber as devidas orientações e informações a respeito do quadro do dependente. Isso porque ainda há muito preconceito e opiniões equivocadas sobre o uso de drogas.

As pessoas que convivem com alguém que enfrenta esse problema devem despir-se de seus julgamentos e conhecer, de fato, os precedentes, as consequências e todos os fatores físicos e psicológicos envolvidos na dependência química.

Portanto, os familiares e os profissionais que acompanham o paciente precisam estar alinhados em busca do mesmo objetivo. O tratamento é um processo longo e gradual, e somente essa união pode garantir uma evolução positiva no quadro da dependência.

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Quando é preciso buscar um especialista para fazer a intervenção?

Esse talvez seja o seu questionamento neste exato momento. É preciso admitir que há um problema na família e que procurar ajuda pode ser muito mais difícil do que se imagina. Lembra-se do que falamos há pouco sobre o diálogo com o dependente? Somente por meio dele você poderá conversar e fazê-lo perceber o peso das implicações de continuar com o uso das drogas.

Torná-lo consciente de que ele precisa de ajuda e de que toda a família o apoiará nesse momento é de suma importância para que a ajuda seja aceita. Quando ele consentir, será o momento certo para procurar especialistas e uma agência de internações clínicas para o tratamento de dependentes químicos.

A pessoa que sofre com a dependência de alguma substância química precisa de cuidados especializados, e não de exclusão social. Esse é o principal benefício da internação em uma clínica de recuperação.

Quais os benefícios de um centro especializado?

É preciso salientar que o paciente não está ali para se afastar da sociedade, e sim para receber a ajuda de profissionais que sabem exatamente como proceder nesses casos. Claro que o afastamento de ambientes nocivos, que encorajam o uso de drogas, também é uma vantagem da internação.

Outros fatores, como estrutura da clínica, atividades ocupacionais, compartilhamento com pessoas em situação semelhante, qualidade do atendimento profissional, cuidados específicos e medicação também são alguns dos benefícios do tratamento em centros especializados.

Nesse sentido, o acompanhamento de especialistas é indispensável para alcançar resultados efetivos. Dificilmente a família, por si só, conseguirá ajudar o dependente a se recuperar.

Vale a pena destacar, ainda, que os familiares também podem e devem passar por uma orientação com especialistas, para conseguir lidar com suas próprias dificuldades e enfrentar essa situação delicada de forma favorável.

As intervenções familiares, em conjunto com o suporte profissional, são essenciais para ajudar o dependente a iniciar seu processo de recuperação e compreender melhor sua situação. Com o apoio das pessoas próximas, ele sentirá que está sempre cercado de carinho, dedicação e compreensão — e isso dará forças durante todo o tratamento.

Entre nessa luta, demonstre seu apoio e ajude na recuperação de quem você ama. Para mais informações sobre as intervenções familiares e os procedimentos de internação, entre em contato com a nossa equipe!

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