Os tipos de vícios são incontáveis: é possível ficar dependente até de substâncias que, supostamente, são para fazer o bem. É o caso do viciado em remédios, que precisa de monitoramento e cuidado tanto como qualquer outra pessoa que tem problemas com outras drogas.

Neste post, você vai conhecer mais sobre esse tipo de vício, saber quais são suas causas principais e como buscar ajuda para evitar consequências sérias que a dependência de medicamento pode trazer. Continue a leitura e veja como ajudar seu filho a superar esse problema.

Como começa o vício?

Com certeza você já viu essa cena antes: um conhecido ou até você sente uma forte dor de cabeça e vai até a caixa de remédios, que fica em casa mesmo, e pega um analgésico. No outro dia, se ela atacar de novo, outro medicamento é ingerido.

As pessoas que têm predileção ao vício ou que estão vulneráveis precisam ter consciência de que tal atitude já é um começo para entrar com tudo na dependência. Normalmente, quem é viciado procura uma fuga para seus problemas. Nesse caso, o remédio — ao qual essa pessoa tem fácil acesso — pode se tornar um inimigo dela e de sua família.

Você sabe mesmo sobre a gravidade da automedicação?

Uma pesquisa feita pelo ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade) mostrou que 76,4% da população brasileira consomem remédios por indicação de amigos ou da família. Desse total, 40% tem o hábito de se autodiagnosticar, por meio de pesquisas feitas pela internet.

Embora seja comum entre os brasileiros, a automedicação é uma prática bastante perigosa. Os problemas que podem aparecer são inúmeros: alergia a algum componente do remédio, intoxicação por consumo exagerado, interação medicamentosa com outro remédio que pode causar problemas graves quando usado em conjunto, entre outros problemas relacionados ao próprio vício.

Quais são os medicamentos mais perigosos?

Existem algumas categorias de medicamentos que podem ser mais suscetíveis ao vício. Remédios que contenham paracetamol, dipirona e ácido acetilsalicílico, por exemplo, podem viciar devido ao consumo frequente, já que são ingeridos com facilidade no caso de dores de cabeça e nas costas.

Outro tipo de medicamento que precisa ter acompanhamento médico rigoroso são os calmantes. Antidepressivos, ansiolíticos e outros remédios dessa linha, que trabalham no sistema nervoso, podem conter uma formulação que facilita o vício. Mesmo que a receita médica seja exigida para comprá-los, muitas pessoas burlam o documento e conseguem autorização para ter acesso a eles.

Quando acompanhada por um médico, a prescrição desse tipo de medicamento é segura. Isso porque, chegando o momento de parar com a medicação, o profissional vai retirá-la aos poucos para que o corpo não sinta falta, o que não acontece com quem utiliza esses remédios sem orientação médica.

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Como ajudar um viciado em remédios?

Como já mencionamos no início do artigo, o dependente de remédios precisa ser tratado como um viciado em qualquer outra droga. Sendo assim, após a detecção do problema, é fundamental pedir ajuda a um profissional.

Se for necessário, o indivíduo pode ser internado e passar por uma desintoxicação. Além disso, é essencial contar com a ajuda de profissionais como psiquiatras e psicólogos para que possam realizar a terapia específica para cada caso.

É muito importante saber diferenciar o vício do uso de medicamentos, mas também devemos estar cientes de que a automedicação é perigosa para qualquer pessoa, não somente para aquelas que têm uma predileção à dependência. O viciado em remédios precisa de tratamento e seu vício merece ser levado a sério.

Tem alguma dúvida sobre como ajudar seu filho que é viciado em remédios? Deixe um comentário para que possamos esclarecer!

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