Clínica de reabilitação para adolescentes: conheça como é o tratamento e a internação

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Sabemos o quanto é doloroso ter um filho adolescente dependente de drogas. Além de desestruturar a família, a dependência faz com que o jovem coloque a sua integridade física em risco. Afinal, não sabemos onde (e com quem) ele tem andado.

Por isso, assim que a família ao perceber o vício, é muito importante procurar uma clínica de reabilitação para adolescentes. Nesse momento, muitas dúvidas podem surgir. Perguntas como “quando procurar essas clínicas?” e “onde encontrá-las?” são algumas das mais comuns.

Mas fique tranquilo, pois estamos aqui para ajudar. Preparamos este texto para explicar como funciona uma clínica de reabilitação e tirar todas as dúvidas dos pais. O momento é difícil, mas uma instituição pode ajudar o seu filho na luta contra o vício. Entenda no post de hoje.

     

Como funciona uma clínica de reabilitação para adolescentes?

Pais de jovens costumam ficar receosos ao internar os filhos. Afinal, eles ainda não são adultos e não devem receber o mesmo tratamento de um. A boa notícia, entretanto, é que existem clínicas especializadas no tratamento de adolescentes.

Esses lugares contam com médicos, enfermeiros, psicólogos, psiquiatras e terapeutas em tempo integral para auxiliar os jovens na recuperação de todos os problemas que possam surgir. Além disso, as clínicas costumam ficar em locais isolados, garantindo a descrição e tranquilidade necessárias durante o tratamento.

Basicamente, existem três tipos de internação: a voluntária, involuntári e a compulsória. No primeiro caso o paciente já se deu conta que precisa de ajuda e está disposto a fazer o tratamento. Quando isso não ocorre, os pais podem decidir pela internação involuntária, permitida por lei. Nesse caso, a clínica fica responsável pela busca do adolescente. Já no caso da internação compulsória, a ordem de internação é expedida judicialmente, sendo solicitada pela família.

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É importante destacar que não existe um tratamento único que serve para todas as pessoas. Os procedimentos realizados na clínica vão variar de acordo com o grau de dependência do jovem. No entanto, existem algumas etapas comuns, conheça-as:

Desintoxicação

Ao iniciar o tratamento, o adolescente pode passar por alguns exames laboratoriais para saber como está o seu estado de saúde. Nesse momento, ele é assistido de perto pelos médicos e enfermeiros e rara são as vezes em que ele recebe medicamentos para amenizar os efeitos da abstinência.

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O processo de desintoxicação pode acontecer de duas formas: com internação ou via ambulatorial. A primeira é recomendada para casos mais graves, em que o paciente não se dá conta que precisa de ajuda e precisa de acompanhamento integral.

Já a segunda é feita quando o jovem concorda com o procedimento de desintoxicação. Nesse caso, o processo pode ser feito em um ambulatório (CAPs) de uma unidade de saúde.

Vale lembrar que a desintoxicação é um dos processos mais importantes do tratamento, pois é ele que vai retirar todas as substâncias tóxicas do organismo do adolescente. Isso contribui tanto para a sua reabilitação física, quanto psicológica.

Conscientização

Nessa etapa, o jovem é acompanhado por psicólogos e psiquiatras que lhe ajudarão a restaurar seus valores que foram perdidos com o uso das drogas. Aqui, o adolescente é levado a refletir sobre uma nova maneira de viver.

A participação em grupos de apoio, como o  A.A. (Alcoólicos Anônimos) e o N.A. (Narcóticos Anônimos), também é necessária. Vale lembrar que alguns pacientes não precisam ficar internados. Em casos mais leves, eles fazem a desintoxicação em ambulatórios e recebem a visita dos psicólogos em suas próprias casas.

Reinserção social

Essa etapa acontece com os pacientes que precisaram ficar internados. Eles recebem a ajuda de toda a equipe da clínica para enfrentar as dificuldades que possam surgir ao voltar a vida normal.

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Quando eu devo procurar uma clínica?

A adolescência é a época das experimentações. A sensação de empoderamento e os hormônios aflorados são alguns dos fatores que afetam a personalidade dos jovens. O problema é que a impressão de invencibilidade os fazem ficar mais propensos ao vício.

Assim que perceberem a dependência, os pais devem procurar uma clínica imediatamente. Nessa fase da vida, as chances de recuperação são ótimas e o jovem tem uma nova chance de voltar a pensar nos sonhos e projetos pessoais.

Para identificar um adolescente viciado, deve-se ficar atento a alguns sinais. Veja:

  • dificuldades na escola;
  • troca de grupo de amigos;
  • isolamento social ou familiar;
  • sumiço de objetos valiosos em casa e, sumiço de casa por dias;
  • dificuldades em atenção e concentração.

Caso perceba esses sinais em seu filho, tente o diálogo e proponha uma consulta com um especialista. Se ele for contra a ideia, busque auxílio em uma clínica de reabilitação para adolescentes para entender melhor como agir.

Como escolher a instituição mais adequada?

Ao escolher a instituição de recuperação para o filho, os pais devem ficar atento a alguns detalhes. O primeiro passo é saber se a clínica é autorizada a funcionar. Confira os registros da entidade, incluindo o alvará de funcionamento e registro no Ministério da Saúde.

Depois, você deve procurar conhecer como é a abordagem terapêutica da entidade e suas instalações a fim de ter a certeza que tudo atenderá às suas expectativas. Hoje, existem clínicas de alto padrão que oferecem uma estadia confortável e prazerosa.

Para te ajudar a fazer a escolha certa, separamos 5 dicas que você deve ficar de olho para que o tratamento seja adequado e eficaz. Confira!

  1. Procure o máximo de informações possíveis sobre a instituição. Se possível, converse com familiares que já internaram seus filhos no local.
  2. Antes de internar o adolescente, faça uma visita à instituição e converse com os profissionais pessoalmente.
  3. Procure saber quem são os médicos que atenderão o seu filho e certifique-se de há psicólogos e psiquiatras na equipe.
  4. Pergunte tudo o que for possível sobre o atendimento que o adolescente receberá na instituição: qual a comida servida, quais medicamentos ele tomará, o jovem terá contato com outras pessoas em tratamento, como serão solucionados os conflitos etc.
  5. Cheque as instalações da entidade: quartos, banheiros, entre outros ambientes.
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Sabemos que essa é uma situação delicada que traz transtornos a toda a família. No entanto, tente manter a calma e encontre profissionais capacitados para resolver o problema. Lembre-se de que mais de 90% dos pacientes retornam a sua vida normal.

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