Antes de internar, devo levar meu filho ao psicólogo?

Quem vive a dor de ver um ente querido se perdendo nas drogas sabe que é preciso força e fé para vencer essa luta. No entanto, por mais que as famílias se sintam na obrigação de ajudar, muitos mais não sabem como proceder e a quem recorrer nesse momento tão difícil. Por isso, neste post, resolvemos destacar alguns pontos importantes para você, pai ou mãe de um dependente químico, saber quando levar filho ao psicólogo e iniciar um tratamento correto e eficiente para ele. 

Sendo assim, continue conosco até o final e descubra em qual nível se encontra a situação de seu familiar perante o problema. Caso se identifique com os comportamentos abaixo, não hesite em procurar uma clínica de reabilitação em sua região. Podemos começar? 

Quais são os principais comportamentos que indicam quando levar filho ao psicólogo? 

Há certos comportamentos que podem ajudar os pais a identificarem a gravidade da dependência química em um jovem. Evidentemente, as variações serão de acordo com alguns fatores específicos, como o tempo de consumo, o tipo de droga usado, o estado emocional da pessoa, entre outras.  

Porém, em geral, podemos destacar alguns aspectos bem comuns entre os jovens dependentes químicos. São eles: 

1. Mudança brusca de comportamento

Se você notou que seu filho mudou repentinamente e apresenta comportamentos estranhos como tristeza profunda, agitação, psicoses e até momentos de agressividade, pode ser um sinal de alerta. Nesse caso, busque acompanhar no dia a dia a sua rotina, sem impor proibições ou castigos, e veja se esses comportamentos se mantêm durante um tempo.

2. Isolamento

Além dos efeitos dos entorpecentes no organismo, há um fator gravíssimo que pode afetar no comportamento do jovem: o preconceito. Isso acaba levando uma sensação de insegurança, vergonha e até medo para o dependente que, muitas vezes, vê como solução se isolar do mundo. No entanto, isso pode piorar o quadro e desenvolver uma depressão.

3. Queda no rendimento escolar

Você tem acompanhado o rendimento do jovem na escola, recebeu alguma reclamação ou soube que ele anda matando aula? Todos esses são sinais de alerta também e, naturalmente, o consumo de drogas afeta a atenção e o interesse nessas atividades. 

4. Falta de atenção e foco

Perceba se seu filho anda um pouco “desligado” e confuso quanto as tarefas mais básicas de casa. Por exemplo, se você pede algo e ele não corresponde ou demora para focar a ideia. Algumas drogas, como a maconha, têm esse efeito e o usuário acaba agindo com mais lentidão.

5. Distúrbios físicos

Outra forma de analisar se há alguma alteração no comportamento do jovem é notar se há algum distúrbio físico e movimentos estranhos. A cocaína e o crack, por exemplo, afetam o sistema nervoso e é comum que o usuário apresente espasmos, tremedeira e movimentos repetitivos das mãos, braços, pescoço e pernas;.

6. Tristeza profunda

Mesmo que o jovem não se isole, em alguns casos, é possível notar uma situação de tristeza profunda nos dependentes. Veja com o filho reage nos momentos familiares, como refeições ou passeios. Se tem dificuldade de criar relações sociais e prefere se manter sozinho na maior parte do tempo.

7. Necessidade de dinheiro

Outro fator importante para saber quando levar o filho ao psicólogo é ver se o jovem toda hora pede dinheiro emprestado, mas sem um motivo claro. Em alguns casos, na necessidade de consumo, os jovens podem até agir de forma impensada, se envolvendo em roubos, furtos e até prostituição. 

Qual o papel da família nesses casos? 

É muito importante que os pais se vejam como o principal porto seguro de seus filhos e, por isso, é imprescindível a participação da família em todas as etapas do problema, desde o reconhecimento até a ajuda no tratamento. Sendo assim, ao notar qualquer sinal de alerta, busque sempre o diálogo com o jovem, jamais use da força física ou castigos. Além disso, procure uma ajuda profissional o quanto antes. 

Enfim, essas são algumas dicas comuns para saber quando levar filho ao psicólogo e buscar por tratamentos eficientes. Não importa o nível e a gravidade do quadro de dependência química. Haverá sempre alternativas possíveis de recuperar a vida dessa pessoa e, muitas vezes, cabe à família dar o primeiro passo e voltar a ser feliz. 

Quer conferir mais umas dicas importantes para quem enfrenta casos de drogas na família? Então, leia também nosso próximo artigo e saiba como ajudar seu filho em um quadro de depressão

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