Engana-se quem pensa que a dependência química é um desafio apenas para o usuário. Esse vício deixa todo o núcleo familiar co-dependente, e tem o potencial de devastar toda a relação e harmonia familiar. Para amenizar os danos, muito se ouve sobre a Internação involuntária, mas será que funciona?

A verdade é que ajudar o dependente a reconhecer a doença e a necessidade de um tratamento é indispensável para frear as graves consequências que o vício traz, como perda de emprego, afastamento de amigos e falta de interesse na vida social.

Quer aprender a identificar os sinais de que um parente que você ama está usando drogas, e descobrir qual é o melhor momento para internar um dependente químico? Vamos abordar essa questão no artigo de hoje. Confira.

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O que é a dependência química?

O problema com drogas atinge pessoas das mais variadas faixas etárias e classes sociais, e infelizmente, é uma realidade de milhares indivíduos no país.

Basicamente, a dependência é uma relação corrompida entre o indivíduo e sua maneira de consumir uma substancia psicoativa. O uso constante de determinada substancia pode levar à perda do controle sobre o uso, causando síndrome de abstinência quando o consumo é reduzido ou interrompido, e essa situação é chamada de dependência química.

Ela afeta o usuário com o passar do tempo, o que a determina como doença crônica, pode ser psíquica e/ou física. O dependente químico é impulsionado a uma eterna busca pelo prazer momentâneo que a droga traz, o que modifica todos os vínculos que o ele possui, seja familiar, social ou profissional.

São características comportamentais próprias observadas em pessoas que sofrem com dependência química:

  • manipulação;
  • obsessão;
  • ansiedade;
  • auto piedade;
  • comportamentos antissociais;
  • paranoia.

A partir do momento em que o usuário deixa de usar apenas por diversão e passa a querer aquilo com maior frequência, ele se torna capaz de qualquer loucura só para não sentir o desprazer que a ausência da droga traz, e nessa situação, a pessoa passa a ser reconhecido como um dependente químico.

É por esse motivo que a dependência química afeta direta e indiretamente toda a família, pois, o usuário já não mede as consequências de seus atos e pensa somente em consumir a substancia que supre seu vício.

Um dos maiores erros cometidos é de não considerar a dependência como uma doença, e em muitos casos, por medo, preconceito ou até acomodação, as famílias demoram a tomar atitudes sérias em relação a esse problema.

Se você suspeita de algum ente querido que esteja usando essas substâncias, aprenda agora a identificar os sinais e encontrar maneiras eficientes para ajudá-lo.

Como identificar os sinais de alerta

Caso a família suspeite que um de seus integrantes esteja caindo nas armadilhas da dependência química, alguns sinais de alerta merecem atenção.

Os parentes mais próximos serão capazes de averiguar como a droga está afetando a rotina e a saúde mental de seu familiar. Alguns fatores podem demonstrar que a situação já está em um nível mais sério. Como:

1. Falta de comprometimento com antigas atividades

O usuário de drogas perde o interesse por atividades que antes lhe eram prazeroso, como o emprego e os estudos. Não existe mais dedicação, atenção ou comprometimento para nada que não seja o momento de usar a substância.

2. Alteração no relacionamento familiar

É comum que os usuários deixam de interagir com a família, não sentam mais a mesa para as refeições, nem comparecem nas festas familiares. As relações em casa são afetadas ativamente, pois o usuário de drogas apresenta surtos de agressividade e paranoia constantemente.

3. Perda da vida social

A rotina se resume em atividades que facilitam a busca e o acesso à droga. Dessa forma, compromissos e atividades sociais em que dificulte o uso do químico são veementemente evitados pelo indivíduo.

4. Qualquer motivo é desculpa para usar droga

A pessoa já não possui mais o mesmo nível de atenção, raciocínio e sente dificuldade em resolver os problemas comuns do dia a dia. Tudo vira uma desculpa para o uso indiscriminado da droga.

5. Não existe mais controle financeiro

O dependente químico geralmente alega estar com uma crise financeira ou com problemas no trabalho, isso ocorre, pois, com o constante gasto com drogas, ele perde o controle financeiro, e passa a inventar sempre desculpas para os seus gastos desenfreados.

6. Manipulação e pequenos furtos dentro de casa são comuns

Para enganar a família e disfarçar o uso, o dependente passa a ser desonesto. Roubar pequenos objetos da casa, como roupas e peças pessoais são atitudes corriqueiras para um dependente, é um sinal de que roubos maiores existirão.

Vencendo medos, preconceitos e acomodações.

Caso o seu ente querido esteja demonstrando um ou mais dos sinais citados acima, provavelmente ele está precisando de auxílio profissional. Entretanto, muitas famílias tornam-se resistentes a tomar uma atitude mais agressiva com relação ao quadro, por medo das grandes mudanças e responsabilidades que essa doença acarreta.

Nesse caso, é comum que a família do dependente despeje suas frustrações no doente e exijam dele coisas que simplesmente ele não consegue cumprir, piorando ainda mais o seu quadro.

Ao contrário do que muita gente pensa, é nesse momento que a família deve formar uma base compreensiva e acolhedora para o dependente químico e, junto dele, deve tentar seguir um caminho positivo, em que o bem-estar do doente é realmente levado em conta.

Tomando o passo definitivo: A internação

A família preocupada com a saúde de seu ente querido e esperançosa quanto ao tratamento, deve buscar serviços e profissionais que irão ajudar o dependente químico.

Em casos mais graves, a internação involuntária, ou seja, aquela em que o dependente é internado contra sua vontade pode ser a única solução viável para esse terrível quadro. Esse tipo de internação é previsto por lei e pode ser uma opção extremamente benéfica para o doente que se encontra além de suas capacidades mentais normais.

As Clínicas de reabilitação para dependentes químicos são equipadas com instalações que irão dar conforto, segurança e acolhimento ao doente, além de contarem com profissionais de várias áreas — psiquiatras, psicólogos, terapeutas, enfermeiros, entre outros — que irão, juntamente, liderar várias técnicas de estabilização da doença, que embora lentas, são altamente eficazes até para os quadros mais graves de dependência química, trazendo tranquilidade e confiança à família do doente.

Internação involuntária: Não é o que você pensa

Se você acredita que essa alternativa é desumana, agressiva e abusiva, está muito enganado. Essa pode ser a única opção para salvar uma pessoa amada, e é prevista pela Lei Federal 10.2016, de seis de abril de 2012 – lei que garante os direitos de que um dependente químico seja internado contra a vontade.

Ao contrário da internação voluntária e compulsória, no caso das internações involuntárias, o dependente químico não enxerga a necessidade de um tratamento adequado para o seu vício. Mas sua família acredita ser a única solução.

Por isso, os familiares que possuem ligação consanguínea com o usuário, podem acionar esse tipo de internação, e assinar uma autorização para que aconteça.

Após a assinatura, um médico especialista examinará o dependente e emitirá um laudo comprovando a necessidade de uma internação para o caso. No geral, esse pedido é encaminhado para uma clínica particular ou uma unidade do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

E você, tem experiência ao lidar com o dependente químico? Conte suas histórias e dúvidas nos comentários para que possamos tentar lhe ajudar. Até a próxima.

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