Existe uma série de mitos relacionados aos tratamentos e aos programas de apoio para quem sofre com alguma dependência química. Entre eles, destacam-se as ideias de que, por um lado, não vale a pena investir na recuperação desses indivíduos e, por outro, que apenas a passagem pela clínica psiquiátrica para dependentes seria suficiente para curá-los. Qual é a correta? Nem uma e nem outra. Ambas fazem parte do que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as pessoas pensam saber sobre o uso de drogas.

Como, para quem se encontra nessa situação, o importante é ser cuidado – e não excluído –, acompanhe nosso post e saiba o que considerar para escolher a melhor clínica psiquiátrica para dependentes.

Por que vale a pena investir na recuperação do dependente químico?

O custo-benefício da internação em uma clínica de recuperação é indiscutível. Trata-se de uma etapa essencial para os dependentes voltarem a ter uma vida normal e produtiva.

Investir no tratamento especializado diminui as consequências negativas para a saúde do dependente, inclusive o risco de contrair HIV, e reduz os problemas de ordem social indiretamente relacionados, como a prática de delitos.

Para a recuperação ser bem-sucedida, o processo de reabilitação não pode ser apressado e exige abordagens variadas. Os cuidados começam antes mesmo da escolha da clínica psiquiátrica. São eles:

Dê atenção à qualidade dos profissionais

O tratamento para dependência química é multidisciplinar. São necessários médicos psiquiatras, psicólogos e outros técnicos da área da saúde, registrados em seus respectivos conselhos de classe.

Veja se existe, também, o acompanhamento de um nutrólogo ou de um nutricionista, encarregado do plano alimentar balanceado.

Além de profissionalismo, a equipe deve ser gentil no trato com os internos. Sempre que fizer uma visita, repare se os funcionários tratam bem os pacientes. Pergunte, ainda, de que maneira é feita a mediação de desentendimentos entre os internos.

Repare nas estruturas e na localização

Veja se há certificações (penduradas nas paredes) que atestem a conformidade da clínica com as normas sanitárias e de segurança estaduais e municipais.

Já a infraestrutura precisa de boas condições de luminosidade e ventilação, bem como de um mobiliário conservado, tanto nas áreas íntimas (como quartos) quanto nas de uso comum (como o refeitório).

Veja se existe a divisão dos internos por alas, ou seja, se são separados por sexo, por faixa etária, por tipo de dependência, etc.

Um ponto positivo é a localização próxima a hospitais, caso o paciente precise de assistência especializada em decorrência de um acidente.

Veja a qualidade da medicação e da alimentação

A família tem o direito de conhecer os detalhes da medicação antes da estadia começar. Pergunte quais remédios serão usados, para que servem e por quanto tempo, além dos respectivos custos.

Ao longo do tempo, os responsáveis também devem ser avisados de todas as alterações, bem como dos motivos que levaram às mudanças.

A qualidade e a frequência das refeições também devem ser avaliadas, pois uma dieta saudável ajuda a prevenir outras doenças — o que é importante, em função do sistema imunológico fragilizado dos dependentes.

Conheça o perfil de trabalho praticado

Informe-se sobre a especialidade exercida. Há clínicas especializadas no tratamento de adolescentes, por exemplo.

Consulte o cronograma de atividades e a durabilidade dos programas de tratamento. Desconfie de propostas de curta duração, já que o processo de desintoxicação demanda tempo.

A dependência é fruto de um mecanismo psicológico (que induz à busca pelo prazer e deseja evitar o desprazer) e de uma necessidade biológica criada no organismo. Por isso, não há um comportamento padrão: cada indivíduo reage de um jeito e necessita de uma abordagem terapêutica individualizada para que o tratamento surta efeito.

Em relação à idoneidade, veja se a clínica tem alvará de funcionamento, o que assegura que atua de acordo com as exigências legais.

Peça informações, ainda, sobre as regras para receber visitas, especialmente em relação aos dias e horários, e veja se é possível conciliá-las à sua agenda.

O que difere a clínica psiquiátrica da comunidade terapêutica?

Segundo a Resolução 29, publicada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2011, as chamadas comunidades terapêuticas (CT) não podem tratar dependentes químicos de maneira involuntária.

Pela Lei Federal 10.216, promulgada em 2001, essa abordagem é reservada às clínicas psiquiátricas, as únicas que têm permissão para iniciar tratamentos de reabilitação involuntária ou compulsória.

Caso seja necessário, o processo exige a autorização de parentes com vínculo consanguíneo e apresentação do laudo do médico responsável, geralmente pertencente à clínica na qual o paciente será internado.

Também é preciso que um responsável pela clínica envie um comunicado de internação (em até 72 horas) ao Ministério Público (MP). O mesmo é feito na ocasião da alta.

Como escolher uma boa clínica psiquiátrica para dependentes?

A primeira medida é conferir o registro da clínica no Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde, do Ministério da Saúde (MS).

Depois, conheça diferentes propostas: algumas instituições são especializadas na recuperação de determinadas dependências; outras, em pacientes com perfis específicos.

Para facilitar o processo de escolha, existem empresas especializadas no agenciamento de internações — uma ajuda e tanto em um momento difícil para os familiares, que precisam decidir o melhor a fazer.

Com a consultoria, os familiares têm acesso e podem comparar metodologias de diversas clínicas (antes, durante e depois dos tratamentos).

Além disso, recebem ajuda na marcação da perícia com o psiquiatra; na orientação para dar entrada no auxílio doença junto à Previdência (caso o dependente tenha direito ao benefício); e até no acesso aos grupos de apoio para familiares.

Por fim, vale a pena pesquisar a reputação da clínica com parentes de ex-pacientes. Peça para visitar as instalações e desconfie de acessos vetados, pois podem esconder práticas de maus tratos. Evite esse tipo de estabelecimento.

Como proceder em caso de recaída após ter recebido alta?

A dependência química é uma doença crônica, recorrente e que necessita de tratamento constante até que a abstinência seja alcançada.

Sem tratamento, o transtorno mental que leva ao comportamento compulsivo provoca a fissura, a qual cria, no dependente, a impressão de que ele tem controle sobre o uso da droga, o que leva às recaídas. E por conta disso, necessita-se de uma nova internação.

No Brasil, estima-se que, pelo menos, 28 milhões de pessoas têm algum familiar dependente químico. Trata-se de um problema mais comum do que se imagina.

Por isso, a internação de um ente em uma clínica psiquiátrica para dependentes não deve ser encarada com tristeza ou vergonha. É lá que o paciente adquire responsabilidade e comprometimento para manter a abstinência. Além disso, ninguém está imune ao problema das drogas. O importante é prover ajuda de qualidade. Para saber mais sobre o agenciamento de internações, fale conosco!

Somos especializados no encaminhamento e tratamento de usuários de álcool e drogas. Entre em contato para conversarmos mais!

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